26 de dez de 2010

Amiga.

Você pode não perceber mas eu sinto falta da amiga que você foi pra mim. Você me fez crescer muito, menina. Pena que a pessoa que você se transformou eu desconheço. Foi tão mágico como nos tornamos amigas, mas eu mudei, você mudou e não tínhamos nada mais que nos assemelha. Eu queria voltar no tempo pra dividir momentos com você, e principalmente lágrimas. É estranho pra mim ter que admitir para as outras pessoas que eu tentei, mas não consigo mais te ter por perto. Que nunca mais nosso abraço será sincero e que trabalhar contigo é uma obrigação, um peso e não um momento de felicidade como antes. Desculpa se meu orgulho foi maior que tudo, seja feliz, do seu jeito.

25 de dez de 2010

- Eu senti saudades de você.
- Se você tivesse realmente sentido saudades de mim você tinha me procurado. Você podia isso.
- Você não sentiu saudades de mim?
- Não. Eu só fiquei procurando o seu sorriso em outros corpos, em outros rostos. E não podia fazer nada com isso.

Silêncio.


Inspirado no Cd The Black Parade do My Chemical Romance. 


p.s: Feliz Natal e prosperidade pro mundo.

13 de dez de 2010

Despedida.

- Vai embora! Assim, você começa a aprender a viver sem mim!
- Clara, não! Não me faz perder você, antes de você ir embora.
Clara, tentava ao máximo não se render ao pedido de Erick, afinal, ela fazia isso pro bem dele, pra ele não sofrer, ele nem imaginava o quão triste foi assinar aquele contrato e como foi difícil se despedir do homem da sua vida. Mas além de tudo isso, ela teria de ser cruel, senão, João nunca sairia de sua vida.
- Erick, por favor! Me solta! – em seus pensamentos rezava para que ele a obedecesse, mas ele lutaria até o fim pra passar mais tempo com sua namorada.
- Clara, minha menina! Por favor, você ainda tem três meses no Brasil, fica comigo nesse tempo.
- Erick, eu já disse que não! – empurra o menino e sai correndo sem olhar pra trás, com a primeira lágrima começando a molhar sua bochecha esquerda.
            Erick não agüenta, não entende tudo isso. Ele quer que ela siga seu sonho, mas não admite um distanciamento antes do tempo, afinal, ela o ama ou não? Com essa pergunta, perturbando-lhe a mente, sai correndo desesperado atrás da menina, quando dá por si, está segurando o braço direito da menina com muita força.
            - Ai!
            - Me fala, olhando nos meus olhos que você nunca me amou?
            - Larga o meu braço, você ta me machucando! – desviando os olhos daquele olhar que só buscava amor, carinho e certezas.
            O rapaz solta seu braço, mas a abraça, ajeita o cabelo da moça que se derrama em lágrimas vergonhosas.
            - Por que, Clara? Por que você quer desistir de ser minha menina assim? Eu vou te esperar, eu... – Clara, coloca a mão na boca do namorado, impedindo-o de realizar promessas impensadas.
            - Porque eu te amo, menino! Eu não quero te fazer sofrer, eu quero te ver feliz!
            - Como eu vou ser feliz com a minha menina, a mulher da minha vida indo embora? E além disso, querendo me privar dos últimos momentos com ela. – choros, afagos e consolos de ambos.
            - Eu não quero te machucar, eu queria que você se acostumasse com a minha ausência. Mas eu volto, para de falar como se eu estivesse morrendo.
            - Não ouse tocar nessa palavra.
            - Eu te amo, Menino.
            - Eu te amo, Menina.
            Foram três meses sem um se desgrudar do outro, Erick ficava muito feliz por Clara ter conseguido o seu sonho e ter tido coragem de deixar tudo pra ir morar fora do país, sozinha. Clara começava realizar seu sonho de criança, era tão mágico isso pra ela, mas por que tinha que ser logo agora que encontraste o homem da sua vida? Por que as coisas na vida dela não acontecem uma de cada fez?
            Estava terminando suas malas quando sua avó avisa que Erick chegou, era o dia da viagem e eles preparam uma despedida, um escondido do outro. Por mais que repetisse para si mesmo e para o namorado o quanto o amava e que ela voltaria logo, aquele aperto, aquela sensação de perda eterna a dominava.
            - Mãe, to indo com o Rick! A gente se vê no aeroporto!
            No carro, ele a levava para a viagem que mudaria a vida dos dois de uma maneira drástica e súbita. Porém, ambos não tinham a dimensão do que o futuro lhes proporcionava.
            - Prefiro terminar logo com isso, to quase tendo um treco aqui, juro não dá! – os dois riem do desabafo dela.
            - Tudo bem! Eu fiz algo pra você – pega um embrulho – Espero que você goste, é pra você nunca se esquecer de mim.
            - Me promete uma coisa? – ele aceita com um gesto – Promete que daqui uns anos você vai contar pros seus filhos quem eu sou, quem eu fui?
            - Com certeza eu conto pra eles quem é a mãe deles.
            - Rick, você é lindo demais, eu te amo. – acaricia o rosto do amado, buscando registrar aquele rosto pela última vez – posso pedir outra promessa então?
            - Isso já ta virando abuso. – a garota ri sem graça – To brincando, pode pedir você sabe que eu vou prometer tudo. – beija a menina.
            - Promete que você segue sua vida? Constrói algo sem mim, casa-se, tem filhos? – nesse momento o garoto repete aquele gesto de impedi-la de falar, como ela lhe havia feito naquele dia.
            - Para! Vou fingir que você me pediu isso, eu nunca, nunquinha faria isso!
            - Mas Rick...
            - Shhhiiii! – Abra!
            Na caixa havia fotos, cartas, recordações daqueles 1 ano e 8 meses de namoro. As lágrimas insistiram em correr sobre o rosto da garota, o menino se guardou suas emoções e enxugou as lágrimas da amada. Beijou-a suavemente.
            - Essa aqui você leia no avião, ta?
            - Fica com o ursinho, vai! – aquele presente bobo que ela insistia em dizer que era a cópia do namorado não podia ficar com ela.
            - Não! Me devolva quando você voltar, deixe na sua cama. – a garota obedece, guarda tudo e tira da bolsa um envelope.
            - Abra depois... – seu telefone toca, era sua mãe avisando que já tava na hora de sair do carro e ir se despedir das outras pessoas – Precisamos ir.
            Ambos saem do carro inconsoláveis, com uma tristeza no olhar mas continuam caminhando. Quando chegam no local determinado, avistam muitas pessoas, algumas vão abraçar Clara, outras apenas olham e comentam baixinho com alguém ao lado.
            Clara inicia um dos momentos mais conflituantes de sua vida. A despedida. Despede-se dos amigos, deixando aqueles que a saudade gritarão mais por último. Depois a família, seus afilhados. E, por último, Erick. Porém, quando foi abraçá-lo, viu lágrimas correr daqueles olhos verdes.
            - Um homem chorando feito uma criança de colo? Como assim? – o abraçou e sussurrou em seu ouvido: Não faz isso comigo, por favor! Assim eu não tenho coragem de ir embora.
            Ele segurou o rosto dela com as duas mãos, tentando ver os detalhes daqueles olhos perfeitos pela última vez. A garota, retira a aliança de sua mão e depois da mão dele, segura as duas na mão esquerda. Erick e toda a “platéia” olham a ação sem entender nada.
            - O que você ta fazendo Clara? – a garota vira de costas, ajeita o cabelo.
            - Tira a minha corrente, me dá agora!
            Coloca as alianças junto com a corrente, fecha-a. E, segurando o pingente de bailarina diz:
            - Cuida de mim! – segura as alianças – E, cuida da gente! Só me devolva isso quando eu voltar! Nunca esqueça que eu te amo, muito mais do que um dia eu pensei que era capaz.
            Se beijam e a garota sai em direção ao vôo.

11 de dez de 2010

Certa vez...

Uma moça estava andando apressadamente, saindo da sua aula, correndo para não se atrasar na reunião de grupo de mais um trabalho acadêmico. Por um quase meio instante lembrou de como tinha pesadelos com isso, com uma instituição acadêmica, a tão idolatrada “Universidade” que sua mãe insistiu em passar falando e comentando desde que a moça nasceu. Esse tempo foi o suficiente para trazê-la o segundo maior estrago de sua vida, tropeçou em seu próprio pé, como era de costume, e deixou cair seus trabalhos, seus cadernos e livros, atitude que não era tão de costume assim.
Quando levantou carregando e ajeitando tudo trombou com alguém, saiu pedindo “desculpas” sem ao menos olhar pra trás, sentiu-se presa. Por que seu braço direito ficou há 10 segundos do passado, enquanto todo o resto de seu corpo já estava no futuro um tempinho? Vira-se, vê uma mão grande, masculina, ajeitando seus trabalhos, seus cadernos e livros. Fita-o. A recepção daquele olhar lhe assustou um bocado.
 – Desculpa, pensei que você fosse outra pessoa. Nossa! To enlouquecendo, vocês nem se parecem!
- Tudo bem, eu devo ter um rosto bastante comum mesmo. – ali, com esta resposta cavava um futuro de lágrimas, incertezas e revoltas.
O rapaz a vigiou na semana seguinte, descobriu seu curso, seus gostos, seus interesses, rondou seus amigos de faculdade e, então, numa fria quinta-feira se reaproximou da jovem moça, se reapresentou e tentou ser seu amigo.
Dali, notaram que em 98% das situações eram opostos.
Ela vegetariana, ele carnívoro; ele viciado em musculação e academias, ela no máximo caminhava da estação do metrô até a faculdade; ele voava como um pássaro, ela era uma árvore com raízes profundas e largas; ele militar, ela artista.  Mas os outros 2% fizeram eles acreditarem que poderia ser interessante um relacionamento dos dois.
Primeiro 1% que os ligavam: ambos acreditavam (ou ao menos queriam acreditar) que eram apaixonados pelos seus respectivos melhores amigos de infância e estavam cansados desse lado infantil e doentio neles.
 Foi fácil para ele fazê-la acreditar que os dois poderiam esquecer juntos seus amores de infância, para ela foi fácil acreditar naqueles olhos que demonstravam tanto carinho. Mas, era óbvio que essa era a desculpa mais esfarrapada que todos os seres humanos do mundo já ouviram para duas pessoas ficarem juntas.
Segundo 1% da ligação: aqueles dois sonhavam, cada um de sua maneira, é claro. Mas sonhavam. E, essa possibilidade de sonhar, de viver para um sonho os uniu, desvaneceu os 98% como o vento desvanecera os grãos de areia na praia.
Em 1 mês os dois pareciam aqueles senhores idosos que se casaram há 30 anos atrás, mas ao mesmo tempo se olham como se fosse a primeira vez, como se tivessem conhecendo aqueles olhos pela primeira vez. A moça estava radiante, pela primeira vez na vida, algo real e bonito acontecia. Nem ao menos sentia vergonha disso.
Mas, um dia juntos a moça sentiu o namorado distante, olhando para o céu, sonhando, parecia que ela nem estava ali. Ela não perguntou o que acontecia, com medo de estragar tudo, de escutar aquilo que imaginava, preferiu dedicar-se a observá-lo. Assim o fez, observou cada detalhe daquele rosto, daqueles olhos castanhos que quando a beijáva parecia gigantes com o seu próprio reflexo neles, a barba, as suas tão carinhosas mãos e o sorriso torto, singelo, sem graça quando percebeu que ela olhava-o.
Nesse momento, a moça sentiu uma dor no peito seguida de um extremo medo de perdê-lo e segurou com mais força a mão do rapaz, ele acariciou a mão da moça, suavemente, pois tinha medo de quebrá-la a qualquer instante. Para acabar com o momento silencioso e terrivelmente aterrorizante a abraçou, um abraço inesquecível para moça, mesmo depois de tanto tempo.
Assim recomeçaram as brincadeiras, aquelas bobagens de pessoas apaixonadas...
- Deve ser ruim ser tão pequena, né? – abraça-a e levantá-a.
- Você sempre fala isso, né? Eu não me importo nem um pouco com o meu tamanho, aliás, o senhor que cresceu demais, saiba que eu sou acima da média da mulher brasileira, tá? Sem contar que eu conheço mulheres muito menores que eu ....
Ele ria sem parar, adorava provocá-la e fazê-la falar um tanto de coisas sem jeito para defender algo que nem ela mesmo sabia se queria defender tanto assim. Nesse momento, ele beijou-a e a quando olhou nos olhos dela novamente, gostaria de lhe falar “Você não merece quem eu sou, você é bonita demais, inteligente demais pra mim, por favor, vá atrás de outro alguém”.
Mas, pelo contrário, tirou o cabelo do rosto dela levemente, e :
- Ainda bem que eu te encontrei aquele dia toda atrapalhada na porta da faculdade. Obrigada por conseguir mudar o rumo da minha vida. – beijou suavemente aqueles lábios – Você é linda.
Claro, que ela ficou corada, sem graça, não sabia lidar com elogios, muito menos com o que tinha acabado de escutar, apenas sorriu timidamente. Apesar da enorme vontade que tinha de dizer que ele tinha mudado tudo na vida dela. E, ele entendeu a besteira que havia cometido. Ela fugiu disso tudo, dizendo que tinha que ir embora e ainda frizou que dentro de 15 minutos a aula dele começaria.
Deste dia, então, passaram três dias de uma amargura e uma dor no peito, choros e mais choros por parte dela. Ele sumiu, ela não o encontrava em lugar nenhum, parecia que ele tinha evaporado junto com aquele lindo dia vivido. Ela que nunca admitiu chorar por homem nenhum, mal se alimentava, se arrastava pelos corredores da universidade, abandonou as lentes de contatos pois seus olhos viviam inchados de tanto chorar pela madrugada, ou nos intervalos para as amigas.
Daí, ele deixa uma mensagem com uma de suas amigas pedindo para que ela se encontre com ele. Não consegue disfarçar o sorriso aliviado. Mesmo sentindo que nunca mais o veria como aquele dia, que algo tinha acontecido e ela teria o perdido.
Ela chega.
Espera o habitual cumprimento.
Recebe um beijo na bochecha frio que lhe arrancou 1/3 do seu coração.
Ele inicia o diálogo, sem coragem de encará-la realmente.
- Você ta bem?
- Acho que sim e você? – observa e sente que ele esconde uma felicidade que não é dividida com o seu universo.
- To bem.
Silêncio brutal e pecaminoso.
Ela estava machucada demais e com o ego ferido demais para continuar aquela conversa.
Simplesmente o observava, como aquele dia.
Porém, hoje seus olhos questionavam o que havia acontecido, ao mesmo tempo implorava pra ser um pesadelo e que seu despertador tocasse em seguida.
- Eu acho que lhe devo explicações. – tentou segurar na mão da moça, mas ela impediu. – Me desculpa, eu não poderia ter feito isso com você. Ta na sua cara que você ta com essas olheiras por minha causa.
Se sentir fraca, pequena e por baixo, era a pior coisa pra ela, foi assim que retrucou:
- Você me chamou aqui pra falar exatamente o que que eu não saiba? Hein?
- Então, vou ser sincero. Desculpa de novo – aquelas desculpas davam um nó no estômago da moça e uma vontade bater nele por tudo isso – É que sabe aquela menina? Aquela da minha infância que eu te falei? Então, a gente se esbarrou esses dias e ela pediu que eu voltasse com ela, eu tinha você. Mas ver aquele desejo, aquele sonho de criança podendo ser realizado na minha frente era demais, você deve entender.
- Não, eu não entendo.
- Me desculpa – mais uma náusea – Eu nem acredito que tive a chance de ter ao meu lado uma pessoa igual você. Você é linda, inteligente, sabe aquilo que quer. É o sonho de qualquer homem. Eu sei que logo logo o seu príncipe encantado de verdade aparece.
Ela nem ousou pensar em respondê-lo,afinal ela era o sonho de qualquer homem, mas ele não se enquadrava no "qualquer homem". Sentia todos os sentimentos humanos ao mesmo tempo. Não sabia o que pensar, como agir.
- Só quero te pedir uma coisa, vamos continuar sendo amigos. A sua energia é tão boa, eu gosto tanto de você, eu quero e preciso muito da sua amizade.
- Tudo bem.
A menina foi embora, chorando durante todo o caminho sem se importar com as pessoas a olhando, a achando fraca e deplorável. Afinal, ela nunca tinha se permitido coisas reais na vida, mas esqueceu-se de que a vida real não termina como nos filmes de Hollywood. 

10 de dez de 2010

Verão.

Dois meses fizeram ela virar mulher, coisa que já era para ter acontecido há um tempinho. Afinal, são duas décadas de vida, as duas primeiras, àquelas que foram base pra tudo. Todo mundo notou que algo estava diferente, ela agradecia, disfarçava, tentava demonstrar aquelas pessoas que foi só um corte de cabelo, ou o verão chegando. Mas, uma amiga de infância, aquelas que não escondem nada de ninguém (muito menos da menina que cresceu ao seu lado), sorriu, seus olhos brilharam e disse:
- Que engraçado! Você tá tão tão...mulher!
Ela disfarçou falou que era a maquiagem, o corte de cabelo, o verão...desculpas! Palavras que saem da sua boca quando quer esconder um segredo.
As amiga se despedem, se olham, ambas sabem o que aconteceu e se deliciam numa alegria continuada, mas até quando? 

15 de nov de 2010

"A Aurora da Minha Vida"

Gente, já é daqui 6 dias a estreia da minha peça! Vamos assistir? Só peço que quem puder leve um brinquedo para doarmos a ONG Associação de Bairro Amigos da Vila Progresso. É de encerramento lá da faculdade, o nosso grupo se cha Cia Dois Por Dois de Teatro e a peça "A Aurora da Minha Vida" pra saber mais da peça é só ver esse flyer ou então acessar o blog da Cia que é http://www.cia2por2.blogspot.com/ .
E, gente, depois da peça eu não vou ficar mais sem postar, porque isso aquime faz bem! Obrigada, beeijos!

5 de out de 2010

Quando eu quero algo, isso não acontece. É só comigo? Ou isso é com todo mundo? E putz, decepção é a única coisa que me faz derrubar lágrimas por dias, soluçar, perder o norte e ficar dias andando com o olhar baixo sem conseguir encarar, se quer, um mísero ser humano.
Com apenas 19 anos de vida foram tantas, com a própria concepção de vida e morte, com a ausência, com a presença, com a família, com os amigos, com a Dança e, agora, com o Teatro. Era tudo que eu não precisava agora e partiu de mim, todas essas decepções.
Eu, com esse modo de me identificar e amar algo mais que a minha própria vida. Aí quando não acontece, o que acontece comigo? Tristeza, sim, estou em crise e nem sei se isso deveria ser declarado tão publicamente mas é o que estou sentindo e eu nem ligo se alguém ler e achar que eu virei emo.

27 de set de 2010

Extraterrestre (?)

Extraterrestre: Não pertencente ao planeta Terra, estrangeiro, estranho.
Essa palavra poderia definir um ser humano?
Racionalmente, de uma forma reta,
Sem curvas; não.
Mas, no mundo,
Na redoma de vidro, desta pessoa,
Tal palavra é o encaixe perfeito.

Chave,
Fechadura.

Porta.
Para o mundo
(Des)Conhecido.

Onde, nem ela sabe
Que mundo é esse.
Nem lá, nem cá.

(In)Verso.
Contra - Regra.

Avesso, espesso.
Acesso.

(In) Consciência
Ciência (?)

Chave.
Encontro.
Fechadura.

(Im)paciência.

p.s: Eu ando escrevendo bastante mas muitas coisas, como esse texto, eu não quero me prender a interpretações fechadas, o legal é cada um interpretar a partir da sua vivência, aconselho a assistirem o musical dramático "Lamartine Babo" do CPT.

26 de set de 2010

Praia


Fazem uns dois meses que eu tenho três elementos na vida: a Areia, o Sol e o Mar. Mas o mais estranho é que eles parecem que trocam de lugar, que o meu Sol pede pra ficar no lugar do Senhor Mar e tumultua a minha vida. É estranho. Muito estranho. A areia é meu chão, é resistente, eu sempre consigo contar com ela, apesar de sua fofura e de nunca conseguir pegá-la por ela correr entre os meus dedos. É muito bom ter uma base, mas essa é um tanto quanto instável, o que provoca uma instabilidade em mim, na minha vida. O Sol me aquece, me enlouquece com tanto carinho mas ele vive tão longe. Ele me atinge, me alcança mas só quando pode e isso me magoa, eu queria poder morar ao seu lado, ter os mesmos objetivos orbitais que você, Sol, mas não dá, eu vivo aqui na Terra. Sou tão pequena, sou menor que o grão da minha Areia pra você. E, eu sinto muito, não poder me transformar numa estrela como você acha que eu sou, talvez a solução é a amizade e a admiração. Daqui, eu sempre te vejo nascer, mostrando seu carinho e beleza por mim. Pena que eu, pobre e reles mortal, não possa retribuir. Ah Mar! Querido Mar. Eu não sei como lidar com você é o mais palpável dos três, mas é o mais agitado, confuso e explosivo. Eu queria que você deixasse que meus pés tocassem você, na beira da praia. E que você não fugisse, só porque eu fugi com medo, antes. Eu não quero que você toque pés mais belos e decididos que os meus, eu quero instabilidade entre nós, se é que existe isso entre uma menina e o mar (Ana e o Mar – O Teatro Mágico). O que sei, é que não quero viver sem vocês, me ensina como viver com vocês amigos? Ensinem-me?

24 de set de 2010

Caos.

Quando eu escrevo ou sonho é tudo tão mais simples, com certeza, tudo irreal. Acho que é por isso que eu quero ficar presa nesse mundinho só meu, onde eu tenho o controle de tudo, até das reações dos outros. Até, não, principalmente, das reações e sentimentos alheios. Eu devo ser muito ousada mesmo pra acreditar que eu posso fazer isso. O pior de tudo, mesmo, é quando eu sou obrigada a levantar da cama e a fechar meu caderno. Porque é aí que eu não consigo controlar o que todas as pessoas sentem, muito menos, a maneira como elas me olham. Por que será que um simples olhar me machucou tanto? Às vezes, eu queria mais atitude de você, pessoa. Aliás, é algo que falta em ambos, mas, poxa, você me arrancou do meu mundo bruscamente com aquele olhar, e agora? Eu fico aqui me martirizando, tentando resolver tudo sozinha, enquanto você está do outro lado da cidade fazendo qualquer coisa agradável. Só espero que nós tenhamos consciência disso tudo um dia, pois até então, é só um mar de pensamentos enlouquecidos.

20 de set de 2010

Cover


Meio dia em ponto. Correndo como sempre. Carros, carros. Faixa de pedestre. Farol Vermelho. Espera. Pensamentos inúteis: "eu não preciso correr, vou aproveitar a brisa seca e poluída de São Paulo". O farol abre, do outro lado da rua avisto uma figura um tanto quanto excêntrica. Segurei a vontade de rir. Entrei no banco. Resolvi as questões burocráticas e entediosas dessa vida pós-pós-moderna. Então, voltei ao farol. Nada meus olhos conseguiu captar. Vultos, carros, pessoas...
"ADVOGADO CRIMINALISTA blah blah blah..."
Peguei o tal papel e soltei um "obrigada" num tom tão agudo que nem uma criança de 5 anos alcançaria. Dobrei o tal papel algumas vezes. Atravessei a rua. Ao pisar na calçada sinto uma mão em meu ombro esquerdo. Virei imediatamente e, pela reação do outro, com uma feição assustadora. Sim, eu pensei em assalto. Afinal, não vivem expondo os perigos dessa cidade para a minha pessoa? Fitei-o. Já tinha visto essa imagem na vida. Não tive tempo de checar os arquivos da minha memória.
- Você gosta de música, né?
Não consegui pensar. Muito menos responder a pergunta. Apenas, percebi que aquele cara era a tal figura excêntrica avistada anteriormente.
- Então, eu tenho uma banda. Eu sou cover do Axl Rose. Tá aqui meu msn, me adiciona lá, a gente conversa pra você ir em um show!
Eu não lembro o que respondi, ou se respondi. Eu sei que eu me peguei rindo muito no resto do caminho. O papel? Continua dobrado dentro do bolso da minha calça jeans, como lembrança do dia que o "Axl Rose" falou comigo.

9 de set de 2010

Versatilidade

A imaturidade me fazia não suportar a versatilidade ( a minha).
Agora, tudo que eu mais agradeço é isso.
Ela me permite caminhar pelo oito,
Pelo oitenta.
E parar lá pelos 43 e meio.
É tão mágico como a arte,
Como os palcos.

7 de set de 2010

CorpoMente

Há todo instante ficamos tentando separar a nossa mente do nosso corpo, mas um não faz parte do outro? Porque nós seres humanos somos tão tolos assim?
Pior que isso é vísivel...Reparem em pessoas "do corpo" e depois em pessoas "da mente". Quem fica transitando entre um e outro seria o quê?

5 de set de 2010

O Corpo


Eu postei algo pra uma pessoa no twitter hoje (essa pessoa vai entender, espero que ela se manifeste depois, de verdade) que me deixou pensativa. Eu adoro trabalhos corporais, pretendo voltar a minha paixão de dançar assim que arranjar um emprego com o Teatro, mas isso é assunto pra outro post (provavelmente o título será "Empregos na Área Artística?"). E meu conceito corporal mudou radicalmente nesses quase dois anos de faculdade de Teatro, cara, tenho muita vontade de fazer Teatro Físico, acho lindo e me encanto. Quando a professora Deborah Serretiello(perdão se eu errei algo no nome) passou o livro "O Corpo Tem Suas Razões" mudou minha vida. Eu vivo pra esse livro desde então, gente, lá a Therese Bertherat(perdão mais uma vez se eu errei o nome, acho que não sou boa com nomes) explica o método dela(que ela denomina como "anti-ginástica"). É maravilhoso, eu quero fazer um trabalho assim futuramente porque as pessoas não tem consciência do corpo delas e a sociedade nos impõem como padrão de beleza um corpo irreal, deformado e feio. Pessoas que acreditam, aceitam e tentam seguir de toda maneira esse padrão, me desculpem mas meu blog não é o seu lugar, eu quero que vocês pensem em como o corpo de vocês é vocês! O nosso corpo é a única coisa que é verdadeiramente nossa, pensem em como as roupas que usamos nos atrapalham, é horrível. E isso é um caminho pra vida, encontrar nosso corpo aprender a lidar com ele e com a nossa memória muscular. Imagine você, que todas as sensações que você já teve (desde que seus pais os geraram até hoje) está registrada em seu corpo. Você pode não lembrar do seu nascimento-com certeza não se lembra- mas seu corpo tem registrado tudo aquilo que você passou na sua vida inteira. Pensem nisso, comecem a cuidar e a respeitar o seu corpo para aprender a respeitar a vida.

p.s: Esse post acaba de me relembrar meu caminho, acho que a partir de agora meus posts serão mais corporais! ;)

25 de ago de 2010

Os problemas são os olhos de quem vê e, não o corpo de quem é observado.
Nunca será essência.
E sim uma cópia do imaginado.

31 de jul de 2010

Pensamentos aleatórios.

Eu sempre tive um problema com essa palavra, ela me perturba, eles me perturbam ao extremo. E, essa semana, eu tive a certeza de quanto isso é bom pra mim, porque são esses pensamentos perturbantes que me fazem criar minha personalidade(é a única coisa que eu busco hoje). Nessa trilha de auto-descobrimento eu vou encontrando a Juliana mulher, é tão doido tudo isso, que acho que as conclusões só ficam na minha mente mesmo. Só fica a única certeza de que tudo que eu trilhei até agora só me fez bem... Então fica aí, a letra e um vídeo de uma música do "Teatro Mágico" que mexe muito comigo. bjs

A Bailarina E O Soldado De Chumbo - O Teatro Mágico
"De repente toda mágica se acabou e na nossa casinha apertada
Tá faltando graça e tá sobrando espaço
To sobrando num sobrado sem ventilador
Vai dizer, que nossas preces não alcançaram o céu
Coração, que inda vem me perguntar o que conteceu
Contece seu rosto por acaso ainda tem o gosto meu
Com duas conchas nas mãos, vem vestida de ouro e poeira
Falando de um jeito maneiraDa lua, da estrela e de um certo mal
Que agora acompanha seu dia, e pra minha poesia é o ponto final
É o ponto em que recomeço, recanto e despeço da magia que balança o mundo
Bailarina, soldado de chumbo
Bailarina, soldado de chumbo
Beijo e dorBailarina, soldado de chumbo
Nossa casinha pequena parece vazia sem o teu balé
Sem teu café requentado soldado de chumbo não fica de pé
Nossa casinha vazia parece pequena sem o teu balé
Sem teu café requentado soldado de chumbo não fica de pé "

22 de jul de 2010

Inferno Astral

Eu sou meio boba, meio adolescente ainda, acho! Eu acredito numas besteiras (daquelas do tipo que se você ver uma hora repetida, tipo 22:22, alguém está pensando em você e imediatamente você deve fazer um pedido, ou em estrela cadente, essas coisas...) que nem meu irmão de 3 anos e meio de idade acredita mais. Sim, acho que errei acima, eu parei na pré-adolescência, para alguns assuntos. Mas, eu acredito mesmo, fazer o que? Já passei daquele estágio de ficar me escondendo numa redoma de vidro. E, uma das coisas que “afetam” minha vida (além da maldita e odiada TPM) é o Inferno Astral. Conhecem? Aqueles 30 dias antes do seu esperado(ou nem tanto assim!) aniversário. Incrível, como é sempre um fechamento de ciclo e só agora com 18 anos e 11 meses(não quero acreditar que cresci mesmo e daí?) eu entendo. São 30 dias de reflexão, pensamentos, sonhos esquisitíssimos, inquietudes, perturbações, mas o bom é que às 22:29 do dia 06/09 (sim, eu nasci no dia do sexo, mas isso é um outro post) o que estava obnubilado, se clareia, e entra o Paraíso Astral. É aquela velha história de avós, do ciclo que se fecha para um novo se abrir.

28 de jun de 2010

Desabafe.

Eu não me conformo como as pessoas não se respeitam, nem respeitam os outros. Eu fico irritadíssima, é difícil olhar para os outros sem conceitos pré-estabelecidos? E simplesmente, se propor a conhecê-lo? Deve ser muito difícil, eu já sofri muitos preconceitos nessa pequena jornada de 18 anos de vida, mas ultimamente, ando me incomodando, porque as pessoas nos julgam sem nos conhecer.
Sempre que eu saio com o meu irmãozinho eu levo broncas das senhorinhas porque eu supostamente “me perdi” muito cedo e agora tenho que “arcar com as conseqüências”. Caramba! Eu não posso levar meu irmãozinho no parquinho que já sou alvo desse tipo de acusação. É incrível, e se eu fosse a mãe dele? Mesmo que tivesse sido algo impensado e talvez no momento incerto eu não gostaria de que meu filho fosse tratado assim, do mesmo modo, como não gosto que meu irmão escuta essas coisas. Coitadinho, ele anda até achando que eu sou mãe dele...Eu sou a favor de enxergarmos as pessoas como pessoas e não como mães adolescentes, atrizes, atores, gays, lésbicas, loiras, morenos, bailarinos, músicos, engenheiro. E lembrem-se, o pior cego é aquele que não quer ver.

13 de mai de 2010

Chegou o dia do Juízo Final, nada mais basta, só quero num canto encontrar aquela garotinha, só isso!

1 de mai de 2010

Caminho

Tantas coisas guiam meu caminho de volta a você, eu não entendo o porque não consigo simplesmente voltar e persistir no sonho. Talvez eu não seja tão forte e persistente o quanto eu imaginava, eu preciso disso novamente, com que forças? Não sei, só sei que preciso arranjar uma maneira para voltar, mas qual? Onde está tudo isso que preciso?

26 de abr de 2010

A Estrada - Cidade Negra
Você não sabe o quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir
Eu não cochilei
Os mais belos montes escalei
Nas noites escuras de frio chorei, ei, ei
ei ei ei..uu..

A Vida ensina e o tempo traz o tom
Pra nascer uma canção

Com a fé no dia-a-dia
Encontro a solução
encontro a solução

Quando bate a saudade
Eu vou pro mar
Fecho os meus olhos
e sinto Você chegar, você
chegar,

Psicon, Psicon, Psicon

Quero acordar de manhã
do teu lado
E Aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado,
no teu seio aconchegado
E Ver você dormindo e sorrindo
É tudo que eu quero pra
mim
Tudo que eu quero pra mim,quero...
Quero acordar de manhã do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado,
no teu seio aconchegado
Ver você dormindo ‚ é tão
lindo
É tudo que eu quero pra mim
Tudo que eu quero pra mim

Os caminhos que escolhemos é o que nos define, portanto, saiba escolher entre direita, esquerda ou frente e trás, para amanhã não se arrepender

21 de abr de 2010

Fim

Quando tudo termina a sensação de prazer vem junto com o desespero de não ter mais tarefas a realizar, aí procuramos algo novo e o ciclo começa novamente. É assim no trabalho, no amor, na vida. Assim, coloco a letra de "O Nosso Amor A Gente Inventa" de Cazuza, porque é muito meu momento de hoje.

O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver

Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu

O nosso amor a gente inventa, inventa
O nosso amor a gente inventa, inventa

Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa

Mas ficou tudo fora do lugar
Café sem açucar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma estória romântica

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu

Divulgação: "Entre Cerveja e Café, A EVolução e a Fé", dia 25/05, no Teatro Brigadeiro, às 21 horas.Ingressos e mais informações comigo.

12 de abr de 2010

O texto que segue é ilógico e irracional para quem lê, é um bilhete, uma carta (andei pirando com um dos métodos que Stanislavski propôs e Eugênio Kusnet explicita em “Ator e Método) sem destinário, lógico para vocês, apenas para mim! Bom, eu meio que abandonei o blog pro falta de tempo, trarei o hábito de escrever mais para a minha vida! É isso, quando der eu tento postar algo sobre o projeto de Produção Cultural do Bolo, beijos!

Sinto coisas que as palavras me impedem de descrevê-las, desejo algo e almejo emoções que muitos acreditam serem inalcançáveis. Meu único conforto é saber que você está comigo, não importa as circunstâncias da sua vida, meus pensamentos e melhores sentimentos, serão, para todo o sempre de seu pertence. Algo muito maior nos juntará novamente. Perdão. Perdoe meu egoísmo, ansiedade e teimosia. Eu sei que hoje estamos longe um do outro por causa dessas minhas atitudes. Saiba que eu também me arrependo muito e, por favor? Não me abandone...

28 de mar de 2010

Espelho

E quando nos olhamos no espelho e não nos reconhecemos mais ainda somos nós mesmos?

27 de fev de 2010

Dois André e Uma Coragem

Um senhor de meia idade que foi pai e avô precocemente, sente-se velho, enferrujado e inútil. Olha pra seus descendentes, vê a vida pulsando deles. Assim, passa um filme em sua mente e tenta recordar como era pulsar.
Em frente ao espelho, revolta-se por cada fio de cabelo branco representar uma dívida a pagar e por cada ruga uma preocupação com a tão amada e protegida família. Esquece o espelho. Ele traz lembranças pesadas demais para seus velhos ombros. Assim, vai para o almoço em família de domingo...
André (neto mais velho que carregava seu nome)durante toda a refeição fica calado e tímido. O avô, estranha. Seu neto primogênito, quase uma cópia sua, não é assim. Chama-o para uma conversa.
- O que te aflige querido?
- Ah! É que...Bom, deixa pra lá.
- Não, não! Você sabe que te entendo como ninguém – abraça o neto – Deixe o que seus pais falaram de lado. Vamos!
- Ah! É ano de vestibular, e...Eu quero ser ator. Os palcos, a atuação, a magia, tudo, tudinho me encanta, Vô! O senhor sabe disso desde que me contava histórias, quando eu era criança. – os dois riem timidamente.
- Sabe filho? Eu abandonei essa carreira por causa de uma coisa que a juventude não me permitiu, e, o meu conselho é: mãos, se eu tivesse notado o poder e o significado delas, eu estaria no Teatro, pense nisso!
- Como assim?
- Pense, meu filho, pense!
Desse dia, em diante, André, não para de pensar na conversa com seu sábio avô. Comenta com poucas pessoas e não chega a nenhuma conclusão. Infelizmente, seu avô falece. Uns disseram que por tristeza, mas, André, sabia que havia sido por amor.
No velório, André, foi o único neto a ficar ao leito e, assim, reparou em toda a sua fisionomia. Quando segura em uma das mãos, frias, gélidas e desfalecidas compreende.
Aquelas mãos lutaram, sustentaram, acreditaram, cuidaram, trabalharam, emocionaram, feriram, destruíram sonhos, construíram vidas, persistiram e protegeram quem necessitava, amaram, odiaram, respeitaram, encorajaram, pulsaram, teatraram. Assim como as de André.

Mais um que eu fiz pra aula, não sei qual ficou melhor, ou qual eu gosto mais, vai da opinião de vocês! :D A semana foi massante mas legal, ontem assisti a peça "A Francesa no Morro" outro dia eu posto mais sobre a peça e sobre a Cia "As Graças" porque, particularmente, eu adorei a peça e as meninas. É isso, gente! Até mais...beeijos

24 de fev de 2010

Entrelace

Procure algo dentro de você que defina o Teatro... Não dá para definir a minha profissão em alguma palavra, sentimento ou emoção. Penso, penso, penso mais e ... entro num turbilhão de palavras.
Inventar uma palavra seria uma boa idéia. Seria, mas não é. Afinal, quem ousaria inventar palavras? Já existem muitas, logo, eu não me atrevo.
Reparo em todos aqueles que almejam ser (ou já são) atores. E, mesmo assim, nada. Talvez o nada ou o tudo definiria o Teatro. Mas, eu gostaria de algo que definisse a loucura que nos faz guiar por esse caminho.
Assim, encontrei minhas mãos. Sim, aquelas que me são úteis para escrever. Elas representam a igualdade que buscamos. O extermínio do preconceito.
O toque, a sensibilidade, as emoções entre os profissionais. Os laços, os entrelaços, as costuras que fundem os atores. Acorrentam, quebram, destroem tudo aquilo que é obstáculo, que puxa para o comum e distancia da nossa vontade.
Sonham, amam, realizam, constrói pontes entre a verdade e a mentira. Entre o mágico e o real, o homem e o príncipe, o ator e o humano. Pulsam vida, ou seja, TEATRAM.


Eu fiz esse texto pra minha aula de interpretação com o Guilherme Santana da faculdade, era baseado no "Dizem que..." do Peter Brooke, outro dia eu posto este, também fala sobre o Teatro. Além desse tem um outro que é uma historinha, quase uma ceninha pra se montar, postarei também! É isso gente... beeeijos!

16 de fev de 2010

Vida.

Começando com o que eu penso e acho da vida.

Viver.Ciclo eterno.É tudo sempre igual, mas ao mesmo tempo diferente.É inferno, é céu. É o eterno frio na barriga atrás das coxias, são os aplausos com a reverence. Pessoas, correria, personagens e cortinas. Dores, sentimentos, desavenças, amizade e amor. Muito amor. Aprendizado, ensinamento e estudo. É tudo aquilo que almejo e não quero que chegue perto. E o principal: o medo. O medo que me move pra tudo, pra sorrir pra um amigo, pra estudar mais a Arte, pra amar, pra sonhar, pra hesitar, pra chorar, pra dormir, pra VIVER.