27 de set de 2010

Extraterrestre (?)

Extraterrestre: Não pertencente ao planeta Terra, estrangeiro, estranho.
Essa palavra poderia definir um ser humano?
Racionalmente, de uma forma reta,
Sem curvas; não.
Mas, no mundo,
Na redoma de vidro, desta pessoa,
Tal palavra é o encaixe perfeito.

Chave,
Fechadura.

Porta.
Para o mundo
(Des)Conhecido.

Onde, nem ela sabe
Que mundo é esse.
Nem lá, nem cá.

(In)Verso.
Contra - Regra.

Avesso, espesso.
Acesso.

(In) Consciência
Ciência (?)

Chave.
Encontro.
Fechadura.

(Im)paciência.

p.s: Eu ando escrevendo bastante mas muitas coisas, como esse texto, eu não quero me prender a interpretações fechadas, o legal é cada um interpretar a partir da sua vivência, aconselho a assistirem o musical dramático "Lamartine Babo" do CPT.

26 de set de 2010

Praia


Fazem uns dois meses que eu tenho três elementos na vida: a Areia, o Sol e o Mar. Mas o mais estranho é que eles parecem que trocam de lugar, que o meu Sol pede pra ficar no lugar do Senhor Mar e tumultua a minha vida. É estranho. Muito estranho. A areia é meu chão, é resistente, eu sempre consigo contar com ela, apesar de sua fofura e de nunca conseguir pegá-la por ela correr entre os meus dedos. É muito bom ter uma base, mas essa é um tanto quanto instável, o que provoca uma instabilidade em mim, na minha vida. O Sol me aquece, me enlouquece com tanto carinho mas ele vive tão longe. Ele me atinge, me alcança mas só quando pode e isso me magoa, eu queria poder morar ao seu lado, ter os mesmos objetivos orbitais que você, Sol, mas não dá, eu vivo aqui na Terra. Sou tão pequena, sou menor que o grão da minha Areia pra você. E, eu sinto muito, não poder me transformar numa estrela como você acha que eu sou, talvez a solução é a amizade e a admiração. Daqui, eu sempre te vejo nascer, mostrando seu carinho e beleza por mim. Pena que eu, pobre e reles mortal, não possa retribuir. Ah Mar! Querido Mar. Eu não sei como lidar com você é o mais palpável dos três, mas é o mais agitado, confuso e explosivo. Eu queria que você deixasse que meus pés tocassem você, na beira da praia. E que você não fugisse, só porque eu fugi com medo, antes. Eu não quero que você toque pés mais belos e decididos que os meus, eu quero instabilidade entre nós, se é que existe isso entre uma menina e o mar (Ana e o Mar – O Teatro Mágico). O que sei, é que não quero viver sem vocês, me ensina como viver com vocês amigos? Ensinem-me?

24 de set de 2010

Caos.

Quando eu escrevo ou sonho é tudo tão mais simples, com certeza, tudo irreal. Acho que é por isso que eu quero ficar presa nesse mundinho só meu, onde eu tenho o controle de tudo, até das reações dos outros. Até, não, principalmente, das reações e sentimentos alheios. Eu devo ser muito ousada mesmo pra acreditar que eu posso fazer isso. O pior de tudo, mesmo, é quando eu sou obrigada a levantar da cama e a fechar meu caderno. Porque é aí que eu não consigo controlar o que todas as pessoas sentem, muito menos, a maneira como elas me olham. Por que será que um simples olhar me machucou tanto? Às vezes, eu queria mais atitude de você, pessoa. Aliás, é algo que falta em ambos, mas, poxa, você me arrancou do meu mundo bruscamente com aquele olhar, e agora? Eu fico aqui me martirizando, tentando resolver tudo sozinha, enquanto você está do outro lado da cidade fazendo qualquer coisa agradável. Só espero que nós tenhamos consciência disso tudo um dia, pois até então, é só um mar de pensamentos enlouquecidos.

20 de set de 2010

Cover


Meio dia em ponto. Correndo como sempre. Carros, carros. Faixa de pedestre. Farol Vermelho. Espera. Pensamentos inúteis: "eu não preciso correr, vou aproveitar a brisa seca e poluída de São Paulo". O farol abre, do outro lado da rua avisto uma figura um tanto quanto excêntrica. Segurei a vontade de rir. Entrei no banco. Resolvi as questões burocráticas e entediosas dessa vida pós-pós-moderna. Então, voltei ao farol. Nada meus olhos conseguiu captar. Vultos, carros, pessoas...
"ADVOGADO CRIMINALISTA blah blah blah..."
Peguei o tal papel e soltei um "obrigada" num tom tão agudo que nem uma criança de 5 anos alcançaria. Dobrei o tal papel algumas vezes. Atravessei a rua. Ao pisar na calçada sinto uma mão em meu ombro esquerdo. Virei imediatamente e, pela reação do outro, com uma feição assustadora. Sim, eu pensei em assalto. Afinal, não vivem expondo os perigos dessa cidade para a minha pessoa? Fitei-o. Já tinha visto essa imagem na vida. Não tive tempo de checar os arquivos da minha memória.
- Você gosta de música, né?
Não consegui pensar. Muito menos responder a pergunta. Apenas, percebi que aquele cara era a tal figura excêntrica avistada anteriormente.
- Então, eu tenho uma banda. Eu sou cover do Axl Rose. Tá aqui meu msn, me adiciona lá, a gente conversa pra você ir em um show!
Eu não lembro o que respondi, ou se respondi. Eu sei que eu me peguei rindo muito no resto do caminho. O papel? Continua dobrado dentro do bolso da minha calça jeans, como lembrança do dia que o "Axl Rose" falou comigo.

9 de set de 2010

Versatilidade

A imaturidade me fazia não suportar a versatilidade ( a minha).
Agora, tudo que eu mais agradeço é isso.
Ela me permite caminhar pelo oito,
Pelo oitenta.
E parar lá pelos 43 e meio.
É tão mágico como a arte,
Como os palcos.

7 de set de 2010

CorpoMente

Há todo instante ficamos tentando separar a nossa mente do nosso corpo, mas um não faz parte do outro? Porque nós seres humanos somos tão tolos assim?
Pior que isso é vísivel...Reparem em pessoas "do corpo" e depois em pessoas "da mente". Quem fica transitando entre um e outro seria o quê?

5 de set de 2010

O Corpo


Eu postei algo pra uma pessoa no twitter hoje (essa pessoa vai entender, espero que ela se manifeste depois, de verdade) que me deixou pensativa. Eu adoro trabalhos corporais, pretendo voltar a minha paixão de dançar assim que arranjar um emprego com o Teatro, mas isso é assunto pra outro post (provavelmente o título será "Empregos na Área Artística?"). E meu conceito corporal mudou radicalmente nesses quase dois anos de faculdade de Teatro, cara, tenho muita vontade de fazer Teatro Físico, acho lindo e me encanto. Quando a professora Deborah Serretiello(perdão se eu errei algo no nome) passou o livro "O Corpo Tem Suas Razões" mudou minha vida. Eu vivo pra esse livro desde então, gente, lá a Therese Bertherat(perdão mais uma vez se eu errei o nome, acho que não sou boa com nomes) explica o método dela(que ela denomina como "anti-ginástica"). É maravilhoso, eu quero fazer um trabalho assim futuramente porque as pessoas não tem consciência do corpo delas e a sociedade nos impõem como padrão de beleza um corpo irreal, deformado e feio. Pessoas que acreditam, aceitam e tentam seguir de toda maneira esse padrão, me desculpem mas meu blog não é o seu lugar, eu quero que vocês pensem em como o corpo de vocês é vocês! O nosso corpo é a única coisa que é verdadeiramente nossa, pensem em como as roupas que usamos nos atrapalham, é horrível. E isso é um caminho pra vida, encontrar nosso corpo aprender a lidar com ele e com a nossa memória muscular. Imagine você, que todas as sensações que você já teve (desde que seus pais os geraram até hoje) está registrada em seu corpo. Você pode não lembrar do seu nascimento-com certeza não se lembra- mas seu corpo tem registrado tudo aquilo que você passou na sua vida inteira. Pensem nisso, comecem a cuidar e a respeitar o seu corpo para aprender a respeitar a vida.

p.s: Esse post acaba de me relembrar meu caminho, acho que a partir de agora meus posts serão mais corporais! ;)