1 de fev de 2011

Sopro.

Você é a chama semi-acesa, aquela que não ilumina meus pensamentos mas também não me deixa imersa na escuridão da solidão. Apenas na penumbra. E pior quando vem aquele vento e a apaga, eu me desespero. Rezo pra voltar no tempo e nunca ter deixado isso acontecer. 
Mas a mágica acontece e ela renasce. Volta um pequeno chamuscado com a minha alegria, como aquelas velas de aniversário que sempre quando a gente tem certeza que apagou a chama, ela reacende como um passe de mágica. 
Aí eu faço de tudo para que nenhum sopro de vento a extermine novamente. Assim, ela me queima. E a cicatriz nos meus dedos insiste em não sair, assim como a chama insiste em não ir embora.
Ah se eu tivesse mais tempo! Se eu tivesse tido mais um dia, eu teria conseguido pegar aquele fósforo e deixar a minha chama acesa. Não semi-acesa. De uma maneira linda.
Mas, eu não tive.
Ou, não percebi que tive.

Inspirado no filme:

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